Os alunos do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual "Tomas Alves" fizeram um trabalho envolvendo as disciplinas de Inglês, Português e Filosofia.
A proposta era a realização de uma prática solidária, o tema escolhido foi o Envelhecer, os alunos visitaram a "Casa de Repouso Naturalis"- no distrito de Sousas , onde realizaram entrevistas e conheceram a realidade desses idosos.
Seguem trechos das entrevistas e também da problematização feita pelos alunos, depois dessa experiência.
Experiência de Voluntariado e a velhice.
Por:
Kyara Moraes
Laura Barboza
Raysa Galanti
Yasmin Alves (3 Ano A)
Dona Irene, 74 anos, portadora da doença de Alzheimer, está na clínica à mais ou menos um ano, uma senhora incrível, cheia de histórias e apesar de lembrar pouco, tem um passado cheio de lembranças doces. Nós tivemos essa oportunidade incrível de poder conhece-lá.
Ela nasceu em Minas Gerais, começou a trabalhar jovem, ajudando em casa e fazendo bolos e pelo o que ela conta, temos certeza que eram bolos deliciosos.
Dona Irene tem três filhos daqui de Campinas, sempre que podem passam pelo Casa de Repouso para visitá-la.
O Naturalis nos fez ver o carinho e cuidado que temos que ter com todos os idosos, independente da "doença". Conversamos com a dona Solange, ela é uma das monitoras, nos disse que: "quando vem o pôr do sol, eles costumam ficar agressivos, chegam até a morder e arranhar", mas apesar de tudo isso que os monitores passam, eles tem paciência, tem amor e gostam do que fazem e o mais importante de tudo é que os idosos gostam de morar lá, gostam da companhia uns dos outros e se sentem bem.
Esse trabalho voluntário foi um trabalho incrível, cheio de ensinamentos e que amamos muito ter feito parte, nos fazendo ter ainda mais amor aos nossos pais e avós.
Velhice e esquecimento: Mal de Alzheimer
O Alzheimer é uma doença que as conexões das células cerebrais e as próprias células se degeneram e morrem, eventualmente destruindo a memória e outras funções mentais importantes.
É uma doença que afeta a maioria dos idosos com mais de 60 anos. Umas de suas consequências é a mudança na personalidade e no humor, também vindo acompanhado de depressão, ansiedade e apatia. Quanto mais os estágios do Alzheimer evoluem, mais a pessoa se torna impossibilitada por causa da demência.
Dona Irene, nossa entrevistada, é uma das portadoras da doença, apesar disso ela conta muitas histórias do seu passado e tudo pareceu muito verídico, além de ter demonstrado muita certeza e sentimento ao falar, porém não podemos ter certeza se essas histórias são verídicas, pois portadores de Alzheimer possuem memórias fragmentadas, e também muitas vezes criam um "mundo próprio" em sua cabeça com lembranças que nunca aconteceram.
Outra consequência do Alzheimer que a Dona Irene apresenta é a mudança de humor repentina. Não podemos ver isso pessoalmente, mas as monitoras contaram que tem momentos em que ela fica muito agressiva e chega a bater nas pessoas.
Por essas questões, Dona Irene como todo portador de Alzheimer, precisa de cuidados especiais. Por isso, ela está no Naturalis, afinal nem todas as pessoas ao redor, como a família, conseguem lidar com as consequências e mudanças que essa doença traz, principalmente a mudança de comportamento repentino.
Velhice e Reforma da Previdência
Por: Maisa Gomes e Rilary Navarro (3º ano A)
Trataremos sobre a aposentadoria e a reforma da previdência. Entrevistamos a Dona Helena de 65 anos, e segundo ela a vida nessa idade é muito difícil. Ela é aposentada e acredita que todos devem ter seu direito de aposentadoria garantido e que o direito dos idosos devem ser melhorados. Percebemos que no olhar de um idoso a vida é sofrida e precisamos lutar por seus direitos e respeitá-los.
Se hoje é tão difícil viver nessa idade, como será quando nós formos idosos? É importante ter consciência que também iremos envelhecer.
Abordando o tema Reforma da Previdência é importante saber que, segundo a lei atual o cidadão garante o direito de aposentadoria integral ao atingir as seguintes pontuações: 85 para as mulheres e 95 para os homens, a pontuação se refere a soma da idade mais o tempo de contribuição no INSS. Com a reforma propõe-se o cálculo progressivo, válido para ambos os sexos.
A aposentadoria é uma conquista da população e precisamos garantir e melhorar nossos direitos, para que no futuro tenhamos uma vida digna garantida pelo nosso trabalho. O consentimento da população sobre a proposta da Reforma é de extrema importância, para que juntos consigamos reivindicar por nossos direitos e reverter a situação que o país já se encontra.
Naturalis
Por:
Lívia Lacerda
Júlia Silva
Graziela Barboza
Direitos a saúde
Próximo à são José do Rio Preto , nasceu o Sr. Onildo Oliveira que casou-se com 23 anos, tem dois filhos, irmãos e quatro netos. Hoje se encontra com 82 anos de idade é aposentado desde 2006.Passou a maior parte da sua vida na roça ajudando aos seus pais.
Apesar de tudo isso, terá de fazer uma cirurgia muito delicada nos olhos, para assegurar sua visão ou perdê-la totalmente. Onildo afirma estar na fila da cirurgia há um bom tempo mas essa espera poderá afetar ainda mais sua visão. Devemos estar atentos à legislação "Estatuto do Idoso" que garante o direito à saúde dos Idosos. Vejamos alguns artigos:
Artigo 3 :
É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com sua luta prioridade, a efetivação dos direitos à vida, saúde alimentação, educação, cultura esporte lazer trabalho e cidadania liberdade e dignidade respeito e à convivência familiar e comunitária[...]
Artigo 15 :
É assegurada a atenção integral à saúde do idoso por intermédio do Sistema Único de Saúde-SUS garante o acesso Universal e igualitário, em conjunto articulado e contínuo das ações e serviços, para a prevenção, promoção regula a proteção e recuperação da saúde incluindo a atenção especial a doenças que afetam preferencialmente os idosos [...]
S2° incumbe ao poder público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado assim como próteses órteses e outros recursos relativos ao tratamento habilitação ou reabilitação.
S3° É vedada à discriminação do Idoso nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade [...]
Artigo 16 :
Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo o critério médico.
Sendo assim, Sr. Onildo tem direito a cirurgia como foi falado nos artigos acima, porém isso ainda não foi cumprido.
Entrevistado: João Maragoni
Idade: 90 Anos
Faz 8 meses que ele está na clínica nasceu em Serra Negra trabalhou em lavoura faz 29 anos que mora em Campinas tem 3 filhos (2 homens, 1 mulher) e 6 netos.
Os filhos visitam-no, de vez em quando. Ele gosta de morar na clínica, e tem vários amigos. Gosta muito de visitas e no seu tempo livre gosta muito de conversar e assistir televisão.
Faz 8 meses que ele está na clínica nasceu em Serra Negra trabalhou em lavoura faz 29 anos que mora em Campinas tem 3 filhos (2 homens, 1 mulher) e 6 netos.
Os filhos visitam-no, de vez em quando. Ele gosta de morar na clínica, e tem vários amigos. Gosta muito de visitas e no seu tempo livre gosta muito de conversar e assistir televisão.
Problema do Alzheimer na sociedade
Por: Erick Luiz,
Gabriel Alves,
Lucas Gabriel,
Lucca Breno Valentim,
Matheus Carvalho
Moíses Coleto
Gabriel Alves,
Lucas Gabriel,
Lucca Breno Valentim,
Matheus Carvalho
Moíses Coleto
Fomos a um clínica para idosos, entrevistamos diversas pessoas, mas somente uma nos proporcionou essa experiência única, ele tinha uma doença chamada Alzheimer -que faz você perder suas memórias, com essa base nisso, perguntamos que tipo de pessoa ela é? Se ela já perdeu todas suas experiências e se foram apagadas as memórias de sua vida e quem ele já foi? Já que tudo está sendo esquecido ou está morrendo aos poucos.
Em um primeiro momento da doença á uma perda considerável da memória e faz esquecer de coisas pequenas do dia-a-dia, com o avanço da doença a perda de memória começa a afetar o seu estado clínico é necessário cuidados de outras pessoas, geralmente pessoas que estão no estágio mais avançado, vão para casa de repousos, asilos etc...
"Um diagnóstico de Alzheimer muda a vida da pessoa portadora da doença, além da vida de seus familiares e amigos, mas atualmente há informações e suporte disponíveis. Ninguém precisa enfrentar a doença de Alzheimer ou qualquer outra demência sozinho." Drauzio Varella.
No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência. Em todo o mundo, ao menos 44 milhões de pessoas vivem com demência, tornando a doença uma crise global de saúde que deve ser resolvida.
Em alguns casos, pode se esquecer totalmente quem você é ou até mesmo esquecer de afazeres simples como comer, beber, ir no banheiro, tomar remédios ou até mesmo onde mora nos piores casos pode acontecer perca de funções do organismos, a doença pode atacar a qualquer. Existem algumas hipóteses que tentam demonstrar o que provoca esta doença, e que explicam muitos dos sintomas que surgem ao longo do seu desenvolvimento, mas se sabe que o Alzheimer está relacionado à junção de várias causas que incluem a genética e outros fatores de risco como envelhecimento, sedentarismo, traumatismos cranianos e tabagismo.
Ellen dos Santos
Rodrigues
Luan Evaristo de O.
Alves
Mariana Prado
Casagrande
Marina Prado
Casagrande
Mirelli Santos da
Silva
Natacha Gabrielly
Mariano 3º série B
Entrevista
Entrevistamos um(a)
idoso(a) que preferiu não se identificar.
Perguntas feitas:
Qual seu nome? _ Não quis se identificar.
Quantos anos tem? _ Não quis se identificar.
Há quanto tempo mora aqui? _ 30 dias.
Por qual motivo você veio até a clínica? _ Cirrose
medicamentosa. Problemas de saúde.
Você gosta daqui? _ Gosto.
O que você faz para passar o tempo aqui? Lê, ouve o rádio.
Qual foi ou é sua profissão? _ Cinegrafista.
Qual a sua história? _ Viveu no interior e quando se mudou
para o meio urbano, pode estudar e se formar como Cinegrafista. Trabalhou em
grandes empresas de mídia e marketing como Globo, TV Tupi, fazendo grandes e
importantes filmagens, para ele a que mais marcou sua história foi quando:
"Eu fiz a filmagem de quando conseguiram tirar meu amigo de longa data,
debaixo de vários destroços que haviam caído sobre ele. Isso me deixo bem
assustado, mas fazia parte do meu trabalho." Quando se aposentou abriu
algo como uma "mini-firma" de eletrônicos já que ele gosta muito, ele
monta, desmonta, arruma, etc. Ele disse
que presenciou a construção da nossa escola o Thomas Alves.
Essa pessoa se interessa por vários assuntos diferentes,
sendo muito divertido conversar. Ele (a) agradeceu com todo carinho nossa
visita.
O direito e a vida do
idoso
Em nossa visita ao Naturali's,
entrevistamos um senhor que durante a conversa citou a razão de estar lá, era
decorrente de uma cirrose medicamentosa,
que consiste em uma doença crônica do fígado que causada por infecções graves
bloqueia a circulação sanguínea e além de um problema cardíaco, necessitando de
uma cirurgia para ser colocado um marca-passo, e por isso, precisava de
cuidados constantes.
Ao conversarmos, percebemos, que mesmo não falando sobre seus direitos
os mesmos foram violados, pois como consta no Capítulo IV no Estatuto do Idoso o Direito à Saúde,
Artigo 15, resumidamente, "É assegurada a atenção integral á saúde do
idoso, por intermédio do SUS, garantindo-lhe o acesso universal e igualitário
serviços de saúde".
A falta de responsabilidade e seriedade para com o idoso, não apenas no
caso do nosso entrevistado. A idade é acompanhada de vários problemas de saúde,
em que muitas vezes é necessário um acompanhamento especializado como clínicas
como a “Naturalis”, porém esse acesso, nem sempre acontece.
Dar valor a eles como pessoas, não os desmerecer, melhoraria não só o
desenvolvimento na sociedade, como seu convívio nela. Se os idosos têm direitos
não é porque eles são mais frágeis que devemos achar normal o desrespeito com o
que é posto para eles pelo governo e pelas pessoas.
Então, podemos concluir que a sociedade precisa desenvolver ações vindas
das pessoas para afirmar a importância e o valor do idoso. Já que como todos
sabemos, que algum dia seremos nós os idosos.
· Entrevistada:
Tereza – 86 anos.
- Porque a senhora está aqui?
R: “Porque tenho problemas nos
joelhos e os tendões dos ombros estourados, quase não ando, então preciso de
cuidados a todo momento.”
- A quanto tempo está aqui?
R: “ A quatro anos e meio.”
- Quem decidiu que você
ficaria aqui?
R: “Eu mesma, não queria ficar
no meu filho para não atrapalhar e não dar trabalho para ele nem para minha
nora.”
- Sua família vem te visitar?
R: “Sim, meu filho e uma
sobrinha vem , meus neto, me telefonam.”
- O que mais gosta daqui?
R: “De tudo em geral,
principalmente das plantas e passarinhos. Da comida pronta.”
-Algo que não gosta daqui?
R: “Algumas atendentes emburradinhas,a
gente sai ,vamos tomar uns aperitivos, mas podia ter mais passeios.”
- Qual sua rotina?
R:”7:00 café da manhã, depois
tomo banho e arrumo meu quarto, almoço 10:30,ai tem a hora de descanso,14:30
café da tarde, 16:30 janta e 20:00 café da noite.
- O que acha das pessoas que
moram aqui?
R:” Tem umas legais, umas
carrancudas.”
- Qual sua melhor lembrança do
passado?
R:” Só tenho tristeza, tive
uma filha doente por 13 anos, meu marido doente por 4 anos, que faleceram.
Então perdi minha filha e meu marido. Apenas uma coisa me fez feliz , a dança ,
meu marido dançava e me ensinou.”
-Qual o ritmo que você mais
gosta?
R: “Bolero e samba.”
- Quantos netos a senhora tem?
R: “ 2 netos.”
- Você trabalhava antes de vir
para cá?
R: “Não, sempre fui dona de
casa.”
- O que faz no seu tempo
livre?
R: “Jogo bingo, converso, vejo
televisão, ensaio cantos para as festas.”
- Sente falta da sua casa?
R:”Não, já acostumei, para mim
tudo está bom.”
Exclusão dos Idosos
Por: Ariadni Crispin ( 3ºB)
Milena Rodrigues
*O envelhecimento na sociedade é aceito?
Hoje em dia a porcentagem de idosos
no país é bem alta, e com isso a exclusão e o abandono com os mesmos acaba
aumentando.
Na visita ao Naturalis, ouvimos
muitas histórias tristes e sofridas, muitos dos idosos que lá vivem se sentem
abandonados pelas suas famílias, diante de suas tristes trajetórias notamos que
precisariam de um maior acolhimento.
Na sociedade em que vivemos,
existe uma exclusão muito grande com os idosos, principalmente, em lugares
públicos, como filas, ônibus. Percebemos que a maioria da população mais jovem
acha que os idosos são inválidos, não servem para nada, sofrem diversas formas
de preconceitos e até mesmo agressões físicas e verbais.
Em um mundo onde os idosos
deveriam ser considerados exemplos, serem cuidados, venerados por suas
experiências de vida e pelos conhecimentos que carregam, são tratados com tanta
desigualdade, tanta indiferença, desrespeito e uma forma inaceitável de
tratamento, que deveriam ser repensadas.
Ao olhar de muitas pessoas, o
envelhecer também é degrado muito a questão da estética. Uma pessoa mais velha
nunca será olhada como uma mais nova, fazendo certa distinção.
Diante dos fatos que a vida nos
proporciona, precisamos entender e aceitar que a velhice chegará para todos e
respeitar isso, pois um dia iremos passar pelas mesmas situações.
Trabalho de filosofia tema uso de tecnologia por pessoas idosas.
Por: Guilherme Gomes do Prado
Robson Moreira Pedro Jr.
Ao entrevistar minha avó Dolores Moreira da Silva Pedro perguntei sobre o tema tecnologia e ela contou sobre como era a tecnologia em sua época, as televisões em preto e branco, que poucas pessoas tinham acesso, porque eram muito caras, os rádios que eram os mais utilizados, pois era um tipo de mídia muito popular na época e também da evolução nos meios de transporte aviões, barcos, trens etc.
Também perguntei à ela sobre o uso das redes sociais como Facebook e WhatsApp ela me disse que enfrenta muitas dificuldades ao tentar usar essas redes sociais, mas com o auxílio e a ajuda de seus netos ela tem conseguido usá-los e inclusive ela até apelidou o Facebook de "fofoca" porque as pessoas só falam da vida um dos outros.
Enfim, perguntei a ela sobre o que mudou da época dela para a nossa e ela me disse sobre a mudança que a internet causou na vida das pessoas apesar de não saber usá-la muito bem, ela disse que a internet tornou a vida dela e das outras pessoas muito mais prática.
Entrevista:
• Nome: Valter dos Santos
• Idade: 55 anos
• Por que está aqui ?: Em outra
clínica, pegava a chave e tentava
fugir.
• O que mais gosta de fazer?: Assistir
TV, se alimentar.
• É bem tratado?: Sim, adora as
enfermeiras.
• Recebe bastante visitas?: Sim, mãe
e irmã.
“Terceira Idade”
Por: Beatriz Bueno
Victória Freitas
Fizemos uma entrevista ao condomínio Naturalis, em grupo. Lá, há uma diversidade de idosos que vivem sob cuidados de enfermeiras e necessitam de uma atenção especial.
Ao entrevistar alguns deles, vimos que cada um possui uma história de vida diferente, uma rotina organizada. Elaboramos a hipótese de solidão, algo presenciado no Naturalis, pois os hábitos no condomínio já viraram costumes e os idosos aos poucos vão se adaptando. Nesta fase da vida chega os medos e receios, aquele sentimento de abandono por alguns
que não recebem visitas de seus familiares ou até mesmo quando estão em estados graves.
Discutimos também como alguns idosos são comunicativos e aqueles introspectivos. Alguns vivem com imensa felicidade e dialogam muito bem, outros sentem muita dificuldade ao falar de suas vidas, percebemos um olhar de dor.
Conclui-se que para ter mais qualidade de vida, devem ser mais inclusos na sociedade. É de grande importância que uma cidade se adapte à eles, em aspectos que são seus direitos como:moradia, saúde e estruturas. Deve-se haver compreensão e respeito quando o assunto é “terceira idade”.
Entrevista
Entrevista:
Nome: João
Tem 90 anos de idade
Nascido em Americana
Entrevista
Ofélia
Idade: 85
Quanto tempo a Senhora está aqui?
Três meses
Gosta daqui?
Sim,tenho que me adaptar.
Motivo de estar aqui?
To aqui porque não enxergo direito desde pequena, e não quis dar trabalho pra ninguém depois de uma certa idade.
Trabalhava com o que?
Professora do Ensino Fundamental e dava aulas de violão
Fez faculdade?
Sim, de direito.
Família vem te visitar?
Sim.
Tem recreação?
Tem festas comemorativas.
Aprender à envelhecer
3°B
Por : Heloisa Almeida
Giulia Mendes
Aprender à envelhecer, um assunto um pouco delicado, pois envelhecer não é fácil de aceitar, porque, perder sua força, sua beleza exterior, suas prioridades, sua saúde, é um pouco mais difícil do que imaginamos.
Procurando saber mais, chegamos até a dona Ofélia, uma idosa, que aprendeu a envelhecer muito rápido, pois aos 76 anos já sabia que poderia dar trabalho para a família, pois já tem um problema de visão que dificulta o cotidiano, com 76 anos decidiu que queria ficar em uma casa de repouso, já que percebeu que seria melhor para ela e para sua família que não precisaria se preocupar com seu bem estar. Depois que conversamos com ela, vimos que envelhecer é algo natural que irá acontecer com todos,
O aprender à envelhecer é saber que a idade vai chegar para todos, mas em grande parte dos idosos aceitam, pois perdem a força, a jovialidade, perdem a "vontade" de viver, e com tudo isso, podem desencadear problemas psicológicos, depressão entre outros que só debilitam mais a saúde do idoso.
Nome: Dalva
e Roberto
Idade: 82e86
Religião: Ambos
são católicos
Profissão:
Dalva foi professora de inglês nas escolas, se formou na PUC de letras Português,
inglês, francês e Alemão , Dalva também deu aula no centro cultural dos estados
unidos .
Já o Roberto
estudou no orfanato Cristóvão Colombo, ele concertava instrumento
Família: Dalva
tem 5 filhos sendo 1 menina e 4 meninos, Roberto tem 2 filhos ambos são meninos
Sonho de
criança: Dalva sempre sonhou em ser professora e Roberto músico;
Onde se
conheceram: se conheceram na instituição a 3 anos;
Como é morar
no Naturalis? Ambos disseram que as pessoas são muito boas e bem educadas e tem
bastante amigos;
Moram
sozinho? Dalva divide seu quarto com sua amiga e o Roberto divide com seu amigo
Fazem
atividades físicas? Não
Suas
famílias visitam vocês? Apenas da Dalva
Onde moravam?
Lins e Ipiranga
Estilo de
música? Todos os estilos de música
Viagens?Roberto
infelizmente não pode pois seu pai morreu quando ele era muito novo , e sua mãe
o colocou no orfanato já Dalva foi para
Alemanha e Itália e EUA;
Personalidade?
Ambos são firmes e objetivos
Tomam algum
tipo de remédio ? Dalva toma insulina 2 vezes ao dia já o Roberto tem que tomar
2 litros de água como remédio por dia , pois ele tem problema no estômago;
Tem algum
tipo de Problema? Ambos têm Alzheimer
O que são?
Apenas amigos afirmaram.
Aceitação da velhice
Por Vittoria Eduarda
Aline Gabriela
Izabely Alexssandra
kauan Cordeiro
Aceitar que envelheceu pode ser difícil para
algumas pessoas, o envelhecimento é uma coisa que vem para todos, mas nem todos
conseguem se adaptar à ela!
Aceitar que está perdendo sua juventude, suas
prioridades, sua independência, para alguns até mesmo as memórias, saber que as
doenças estão tomando conta de você, doenças como: Alzheimer, Diabetes,
problemas de estômago, rins, dificuldade
para dormir andar ,falar ,entre outros problemas .
Todos esses problemas algumas
pessoas conseguem aceitar e outras não. por exemplo: nossa entrevistada Dalva
que é feliz com sua velhice, mesmo ela tendo Alzheimer ela ainda tem memórias
ótimas e felizes da sua juventude, como :suas viagens para fora do país, de sua
profissão como professora de inglês. Lembra e fala em outras linguagens (inglês, alemão,
francês). Esta entrevista conseguimos
sim ver que algumas pessoas simplesmente aceitam que a hora de sua morte esta pôr vir, já com outras entrevistas que fizemos também percebemos que a maioria não
aceita e tenta “se esconder” ,por exemplo: alguns idosos não aceitam que estão
em asilos, outros não gostam nem de sair de casa ,entre outras situações.
Conclui-se que algumas pessoas conseguem aceitar a
velhice por já terem tido uma boa juventude e outros não aceitam por saber que
não irão mais conseguir ter a diversão que gostariam de ter ,ou até mesmo por
ainda querer sua independência .
VIVENDO...
Eu entrevistei vários idosos, cada um com sua forma e característica de viver.
Alguns mais alegres por estarem ali, outros mais tristes por nem sequer ter alguma explicação.
Foi uma experiência e tanta fazer essa visita para os idosos, lá eu aprendi alguma coisas como : um olhar diferente do mundo, ter algumas experiências de vida e recebi conselhos também..
A senhora que eu mais lembro é a Dalva, Dalva tinha até um companheiro; o Sr. Roberto. Os dois vivem juntos, fazem suas tarefas e são felizes do modo que vivem.
Dalva tem 82 anos, já visitou vários países, sua religião é católica e sua profissão no passado era professora de inglês. Ela tem 5 filhos, sendo 1 menina e 4 meninos, já o seu companheiro Sr. Roberto só tem 2 filhos, sendo os 2 homens.
Agora vou falar um pouco sobre a visita ao todo no Naturalis.É um ambiente agradável, as pessoas são alegres e atenciosas e fazem a gente se sentir melhor.
Entrevista:
Nome: João
Tem 90 anos de idade
Nascido em Americana
Tempo no
asilo: 7 meses
Já foi
jogador da ponte preta
Tem 3
filhos e recebe visitas frequentes
Trabalhava
na roça
Ficou até os
13 anos na escola
Parou de
trabalhar na roça com 29 anos e mudou-se para Campinas trabalhando como
pedreiro
Família
Católica
Tem 13
irmãos
Sabe ler e
escrever
Adorava
festas
Por :
Matheus Oliveira
Paulo Henrique Braga
Mikael Ricardo de Oliveira
Marcus Vinicius Barboza
Arthur Brenner
Rhuan Henrique Naves
Sara Moreira
Loran Cordeiro
Lucas Lima (3º C)
Na visita ao Naturalis conversamos com um senhor chamado
João, ele estava à 7 meses neste asilo, tem 3 filhos e recebe visitas
frequentes.
João tem 90 anos e passou a maior parte da sua vida
trabalhando na roça, teve que largar os estudos aos 13 anos por conta de seu
trabalho. Ele gostava muito de futebol e tinha o sonho de ser jogador e quase
conseguiu realizar pelo clube da Ponte
Preta, mas esse sonho foi interrompido pelo fato de ele ter que escolher
entre trabalhar na roça ou ser jogador.
Sua escolha foi o campo, pois precisava se manter, e teve sua
carreira e sonho interrompido por circunstâncias da vida.
Trajetórias e memórias
Na visita ao Naturalis conhecemos o Sr. João, um
idoso de 88 anos que trabalhou a vida toda na roça.
A família dele era dona de uma fazenda, tinha bastante gado e João tinha 19 irmãos e desses 19, 6 sobreviveram. De acordo com ele e até onde se sabe, um dos irmãos morreu por um acerto de contas e o outro cometeu suicídio tomando veneno.
A família dele era dona de uma fazenda, tinha bastante gado e João tinha 19 irmãos e desses 19, 6 sobreviveram. De acordo com ele e até onde se sabe, um dos irmãos morreu por um acerto de contas e o outro cometeu suicídio tomando veneno.
Após esse episódio Sr. João perdeu a mãe por
causas naturais e passou a tomar conta da maior parte do rebanho de gado,
dividindo com seus irmãos.
Enquanto tocava a vida na roça, seu pai morreu,
e foi quando ele resolveu mudar de vida e veio para Campinas (repousar)
trabalhando cuidando de um terreno menor.
Construiu uma casa passou a alugar um cômodo
externo espaçoso que virou sua fonte de renda.
Enquanto isso seus irmãos vendiam seus bens e propriedades na roça, não deixando nada para ele, Sr. João não tinha direito a aposentadoria, pois não teve nenhum trabalho registrado.
Enquanto isso seus irmãos vendiam seus bens e propriedades na roça, não deixando nada para ele, Sr. João não tinha direito a aposentadoria, pois não teve nenhum trabalho registrado.
Ele teve dois filhos, um rapaz e uma moça. O
rapaz era viciado e roubava o pouco dinheiro do pai, já a filha ajudava-o com
alguns custos, limpeza e outras coisas. Porém não durou muito ela o colocou no
asilo e ficou com a sua casa e o cômodo alugado.
Sr. João tinha problema de vista e tentou fazer
a cirurgia pelo posto de saúde, porém sem sucesso, então sua vista piorou e ele
ficou cego de um olho. Ainda hoje ele pensa que tem seus gados e sua roça, pois
não está mais lúcido.
Por:Lucas Lima
Paulo Henrique
Matheus Oliveira
Gabriel Vaz
Rhuan Henrique
Marcus Vinicius
Leonardo Lenco
Mikael Ricardo
Arthur Brenner
Loran Cordeiro 3ºB e C
Entrevista
● Quantos anos a senhora tem? Eu tenho 74. ● Por que a senhora está aqui? Eu tenho problema nos dois joelhos, e não posso subir escadas, e na casa do meu filho onde eu estava ficando tinha muita escada. Eu também não queria atrapalhar a vida dele e da minha nora. ● Senhora é de Sousas? Não, sou de Campinas, nascida lá e com família de lá. ● Alguém vem te visitar? Vem, meu filho e minha sobrinha vem. Minha nora vem as vezes e corta meu cabelo. ● O que a Sra. mais gosta daqui? Tudo em geral, porque eu não posso fazer muita coisa, por causa do meu joelho. Na hora de comer eles vem me chamar, sou privilegiada, porque no café da manhã eles deixam eu tomar aqui, porque eu já subo para três refeições, não posso comer todas aqui porque eles querem que eu me movimente. ● Tem alguma coisa que a Sra não gosta aqui? Às vezes, tem atendente meio emburrada. ● A Sra. tem quantos filhos? Tenho dois, mas vivo tenho um só. Minha filha morreu, ela tinha problemas de saúde.
Limitações dos Idosos
Aproximadamente 30% da população idosa apresenta alguma limitação diária, como por exemplo, como pagar conta, vestir uma roupa e até atender um telefone.
Uma grande porcentagem dos habitantes brasileiros, sofrem de envelhecimento precoce. Acarretando um abandono familiar. Sendo assim, alguns idosos acabam sofrendo maus tratos.
Com esse abandono familiar, os idosos acabam optando por lugares acolhedores, como por exemplo, as casas de repouso, mas de 360 mil não pode contar com ajuda familiares, como alguns tem dificuldades para se locomover, problemas de visão e audição. Alguns não possuem recursos financeiros, para pagar um cuidador 24H, a grande maioria não tem acesso para médicos e cuidados específicos para saúde
Essas alterações e suas consequentes deficiências e limitações funcionais acarretam aumento do risco para os distúrbios da mobilidade física, que podem comprometer a autonomia e a independência desses sujeitos.
Com as limitações causada pela idade, devemos respeitar, tratar com carinho e amor todas as limitações e não abandonar eles nas casas de repouso.






